Quem é Elon Musk, dono da Tesla e homem mais rico do mundo – Inteligência Financeira

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Goste-se ou não dele, uma coisa é certa: você precisa saber quem é Elon Musk. Não apenas porque ele é o homem mais rico do mundo, mas por toda a influência econômica, cultural e até política que este único empresário reúne em torno de si. Carros elétricos, inteligência artificial, exploração espacial, neurociência, redes sociais e até urbanismo. Ele está por todo o lugar.
Fundador da SpaceX, o homem por trás da Tesla está com vários negócios em andamento com repercussão em breve. De uma nova empresa de inteligência artificial, a xAI, aos seus planos ainda não completamente conhecidos sobre o Twitter – rede que passou a se chamar X no que é, ao que tudo indica, apenas o primeiro passo de uma mudança radical.
Em junho deste ano, Elon Musk voltou a ser o homem mais rico do mundo, de acordo com o índice de bilionários da Bloomberg. Ele retomou a ponta, perdida no final de 2022 para o francês Bernard Arnault, do grupo de luxo LVMH. O ranking, que traz dados de 31 de maio, mostra Musk com uma fortuna estimada em US$ 192 bilhões (cerca de R$ 911,80 bilhões) e Arnault com US$ 187 bilhões (cerca de R$ 888,06 bilhões).
Elon Reeve Musk é um empresário nascido em Pretória, na África do Sul, em 28 de junho de 1971, filho de pai sul-africano e de mãe canadense. Ele possui nacionalidade canadense e norte-americana.
O empresário se mudou primeiro para o Canadá, onde se matriculou na Queen’s University, em Ontário. Vivendo nos Estados Unidos desde 1992, ele se transferiu para a Universidade da Pensilvânia, onde se formou em física e em economia.
A mãe do bilionário é a modelo e nutricionista Maye Musk, mas é a relação de Elon com o pai, o engenheiro Errol Musk, que frequentemente está sob os holofotes. Quando os pais se separaram, Elon Musk tinha 9 anos e decidiu morar com o pai, com quem hoje é publicamente rompido.
De acordo com o jornalista Ashlee Vance, autor de uma biografia sobre Musk lançada em 2015, a infância do empresário foi “insuportável”. Elon Musk era uma criança introvertida e viciada em ler, que sofria bullying na escola e tinha em Errol um pai “emocionalmente abusivo”, segundo o relato.
Os traumas dessa época teriam sido o gatilho para que Elon abandonasse a África do Sul. O empresário deixou o país a tempo de fugir do serviço militar obrigatório do regime sul-africano da época, que mantinha o sistema racista conhecido como apartheid, que impunha a separação obrigatória entre brancos e negros.
Os conflitos entre Elon e Errol Musk envolvem uma história que o pai conta e que o filho não tolera ouvir. De acordo com o que Errol conta, e repete, ele foi dono de parte de uma mina de esmeraldas na Zâmbia.
Elon Musk nega a história, que anos atrás ele mesmo contou em uma entrevista à revista Forbes.
“Não há nenhuma evidência objetiva de que essa mina sequer tenha existido. Ele me disse que foi dono de parte de uma mina de esmeraldas na Zâmbia, e eu acreditei nisso por um tempo, mas ninguém nunca viu essa mina, nem há nenhum registro da existência dela”, disse o Musk filho no Twitter em maio
O pai Errol Musk afirma que ele ainda vai provar a existência da mina, que possuía em um acordo informal com um italiano na época em que a Zâmbia era “livre para todo mundo” e que não há registros formais. Além disso, Musk pai diz que a carreira do filho foi financiada pela venda dessas pedras preciosas. “Elon sabe que é verdade”, disse Errol ao jornal britânico The Sun em abril.
Se mina de esmeraldas é um ponto incerto da história de Elon Musk, a vida empresarial dele é conhecida e mais clara. Seu primeiro negócio foi ainda durante a vida universitária, uma empresa chamada Zip2, fundada em sociedade com seu irmão Kimbal Musk.
A empresa, que oferecia softwares de negócio para jornais online, foi vendida em 1999 para a Compaq por US$ 307 milhões.
O passo seguinte de Musk foi fundar uma empresa de pagamentos online, a X.com. Aqui uma pausa para não deixar passar batido o fato de que esse deve ser o novo domínio do Twitter em breve, dando um indicativo dos planos futuros do empresário.
A X.com se fundiu com o banco Confinity, que tinha um serviço semelhante. O nome da ferramenta ficou sendo o da Confinity, o PayPal. Bem-sucedida até hoje, a iniciativa foi vendida para o eBay por US$ 1,5 bilhão em 2002.
De acordo com o que conta Elon Musk, foram os mais de US$ 100 milhões líquidos que ele levou da venda do PayPal que ele “apostou” nas empresas que o fariam ser quem ele é hoje. Ainda em 2002 ele fundou a SpaceX, empresa de foguetes e sistemas aeroespaciais.
No ano seguinte, ele começou a investir na Tesla (TSLA), montadora de carros elétricos fundada por Martin Eberhard e Marc Tapenning. Elon Musk logo se tornaria o principal dono, rosto e manda-chuva da Tesla. Em 2004 ele liderou uma nova rodada de investimentos na empresa e passou a presidir o Conselho de Administração da montadora.
Tudo o que diz respeito a Elon Musk é ambicioso e de grandes proporções. Por exemplo, os planos manifestados por ele de que a SpaceX possa “colonizar Marte” em algum momento no futuro.
Já a Tesla anteviu uma busca mundial pelos carros elétricos que fez dela a marca automotiva mais valiosa do mundo, de acordo com a consultoria Brand Finance, avaliada em cerca de US$ 66,2 bilhões (R$ 314,38 bilhões).
Desde que fez seu IPO em 2010, a companhia viu suas ações listadas na Nasdaq subirem mais de 16.800%, em um valor de mercado atual na faixa dos US$ 850 bilhões (R$ 4 trilhões).
Elon Musk é ainda o fundador da The Boring Company, empresa de construção que promete ajudar a resolver os problemas de trânsito com túneis e futuramente carros voadores; e a Neuralink Corporation, empresa de neurotecnologia que pretende desenvolver implantes cerebrais conectados com telefones e computadores.
Recentemente, Musk inaugurou a xAI, a sua empresa de inteligência artificial. Ele foi um dos fundadores da OpenAI, a criadora do ChatGPT, mas deixou o conselho da organização de pesquisa em 2018.
Além, é claro, do Twitter. O empresário foi gradualmente aumentando sua participação na rede social até se tornar seu maior acionista e propor uma oferta de US$ 44 bilhões (R$ 208,95 bilhões) pelo total da empresa, que foi aceita pelos demais sócios. Em outubro do ano passado Musk assumiu o controle do Twitter e a empresa deixou de ser listada na bolsa de valores.
O empresário sul-africano possui uma série de títulos e cargos. Ele é CEO da Tesla, da SpaceX, da Neuralink e da SolarCity, presidente executivo do conselho e CTO do Twitter. Na rede social, diz, ele “supervisiona produto, software e as operações de sistemas”.
Ele deixou de ser o CEO da empresa após uma enquete na própria plataforma, em que pediu aos usuários que votassem se ele deveria ou não ocupar o cargo. Com campanhas virtuais pelas duas opções, acabou perdendo. Linda Yacarino assumiu o posto, mas é público e notório que Elon Musk é quem segue dando as cartas na empresa.
Para começar, o futuro do Twitter é não se chamar mais Twitter. A empresa que Elon Musk comprou, a bem da verdade, já não existe mais, tendo sido incorporada a X Corp. Os passos mais recentes, com o fim do pássaro azul e a adoção da marca X são a consolidação desse processo.
Em uma thread no Twitter (ou no X), a CEO Linda Yaccarino afirmou que “X é o estado futuro da interatividade ilimitada — centrada em áudio, vídeo, mensagens e pagamentos/banking — criando um marketplace global para ideias, bens, serviços e oportunidades”.
“Habilitada com inteligência artificial, X vai nos conectar de maneiras que nós estamos apenas começando a imaginar”, prosseguiu Yaccarino.
Uma pausa aqui. Lembra que X.com, uma empresa com serviço de pagamentos, foi um dos primeiros negócios de Musk? Que se tornou posteriormente o PayPal? Pois bem. Em 2017, Musk pagou ao PayPal um valor desconhecido para ter de volta o domínio http://x.com. Se você tentar acessar o link, não vai ser nenhuma surpresa que você vai chegar no que hoje é… o Twitter.
Assim como disse Linda Yaccarino, nós apenas estamos “começando a imaginar” o que vai ser feito da antiga rede social do passarinho, mas tudo aponta que estamos muito perto de ver um novo “superapp”. Dessa maneira, a empresa de Musk deve ofertar em um único aplicativo não só uma rede social, mas uma série de outros serviços, com infraestrutura de pagamentos e e-commerce.
Primeiramente, você precisa entender que a relação de Elon Musk com a inteligência artificial é complicada.
Reportagem recente do Semafor aponta que a decisão dele de abandonar a OpenAI aconteceu depois de Musk afirmar aos demais fundadores que a organização estava fadada a perder a corrida da inteligência artificial para o Google. E que portanto, como solução para o problema, ele se voluntariava para comandar a organização.
O rompimento teria acontecido quando os outros nomes fortes da OpenAI recusaram os avanços do empresário. Como retaliação, ele deixou de contribuir com a organização, mesmo tendo prometido cerca de US$ 1 bilhão para os anos seguintes.
Esse movimento fez com que a OpenAI abrisse uma entidade com fins lucrativos e fosse ao mercado em busca de dinheiro. Tudo para cobrir os custos necessários do desenvolvimento das tecnologias que eram o objetivo da organização.
Em março, Elon Musk foi um dos signatários de uma carta que pediu a interrupção temporária do uso das ferramentas de inteligência artificial. O documento afirma que as IAs poderiam representar “riscos profundos para a sociedade e a humanidade”.
Seja como for, poucos meses depois o próprio Musk anunciou o surgimento da xAI. A empresa de inteligência artificial do empresário tem o objetivo, diz ele, de “entender o universo”. Em uma conversa de áudio no Spaces do Twitter, Musk afirmou que a xAI vai criar uma IA “do bem” para competir com OpenAI, Google e Microsoft.
A empresa vai usar tweets publicados na rede social do empresário para treinar seus computadores. Por sinal, a própria OpenAI tinha uma parceria com o Twitter com essa finalidade. No entanto, esse contrato foi encerrado por Musk tão logo ele tomou posse da rede social.
Parte do mito sobre a figura de Elon Musk é o fato de ser dito que ele é um leitor ávido. O fundador da SpaceX diz, por exemplo, que foi lendo que ele se interessou por foguetes. Reza a lenda que ele lê mais de 50 livros por ano, assim como outros grandes nomes, como Bill Gates e Warren Buffett.
Em 2017, a emissora americana CNBC divulgou uma lista de 8 livros aos quais Musk atribui seu sucesso. Na relação estão obras de Peter Thiel, William Golding, Isaac Asimov e ao menos duas biografias escritas por Walter Isaacson.
O autor, que escreveu os livros sobre Benjamin Franklin e Albert Einstein que inspiraram o empresário, lança ainda neste ano uma biografia sobre o próprio Elon Musk. O livro chega às prateleiras em setembro.
De acordo com o Business Insider, Walter Isaacson afirmou em uma entrevista online no Twitter Spaces que viu Elon Musk ir para o “modo demônio” em alguns momentos. O escritor descreveu esse estado como um momento em que Musk consegue ‘ter as coisas feitas”. No entanto, quando está nessa obsessão, ele agiria “com total falta de empatia”.
Isaacson afirmou que o termo foi cunhado pela cantora Grimes, ex-namorada de Musk. O biógrafo afirmou que esses momentos de raiva de Elon Musk são difíceis de assistir. “Ele é apenas brutal”, disse.
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