Franco da Rocha conclui curso de capacitação nacional sobre urgência climática e propõe soluções para os próximos 25 anos

Na última quarta-feira (4), a Prefeitura de Franco da Rocha concluiu o curso “Urgência Climática – Implementando soluções em territórios urbanos vulneráveis”, promovido pelo Lincoln Institute of Land Policy, em parceria com o Ministério das Cidades e com o apoio do WRI Brasil. Entre 30 territórios inscritos de todo o país, apenas 10 foram selecionados para participar da formação e Franco da Rocha foi um deles.
Para garantir a participação no curso, de início, a Prefeitura produziu um vídeo de apresentação destacando os desafios enfrentados em toda a cidade e em territórios mais vulneráveis. Um deles é o Núcleo Fortaleza, mais conhecido pela população como Buraco do Sapo, uma área marcada por descarte irregular de resíduos, moradias construídas em áreas de risco e infraestrutura precária.
Durante dois meses intensos de capacitação, a equipe intersecretarial da Prefeitura, composta por diretores, coordenadores, agentes e secretários das áreas de Habitação, Gestão Territorial e Ambiental, Esporte, Educação, Defesa Civil, Governo e Comunicação, Saúde, Obras, Jurídico e Gestão Pública, se aprofundou em temas como justiça climática, políticas urbanas e soluções baseadas na natureza (SbNs).
“Franco da Rocha, como tantas outras cidades no Brasil, enfrenta desafios históricos ligados à urbanização desigual, à ocupação de áreas de risco e à fragilidade da infraestrutura urbana. Mas também possui uma oportunidade única: transformar-se em referência de desenvolvimento integrado, justiça climática, participação cidadã e inovação sustentável e resiliente até 2050”, destacou Camila de Oliveira, Secretária de Habitação, Gestão Territorial e Ambiental, que conduziu a apresentação final do curso.
Logo o projeto “Franco da Rocha em 2050 – Uma Cidade Resiliente à Emergência Climática”, foi apresentado. Trata-se de um plano, que propõe uma transformação urbana a partir de cinco etapas, divididas a cada cinco anos, são elas: diagnóstico dos problemas atuais, avaliação, implementação, nova avaliação e, por fim, resiliência, pois é assim que Franco da Rocha precisa estar em 2050, segundo a equipe. A linha do tempo construída mostra como a cidade pode avançar em um futuro sustentável e justo.
Segundo a Secretária, a capacitação ofereceu um novo olhar sobre problemas já existentes e, mais do que isso, possibilitou a criação de propostas concretas para uma cidade.
“É possível, a partir das ações propostas nas atividades, construir uma nova realidade. Franco da Rocha pode, sim, se tornar uma referência no enfrentamento das emergências climáticas. Fico muito feliz em contar com colegas tão dedicados, que mesmo diante de tantas demandas, conseguiram se desdobrar e colaborar em um planejamento transformador”.
Uma das propostas apresentadas é a criação do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas, que será composto por representantes da sociedade civil e do poder público. A partir deste grupo, será possível mapear áreas de risco e propor soluções, com base no conhecimento técnico das diversas secretarias municipais.
“Juntos conseguimos identificar o que a cidade mais precisa em cada ponto. É fundamental centralizar a urgência climática em pessoas capacitadas para agir”, afirmou Mariana Duarte, chefe do Setor de Eficiência Energética da Secretaria de Obras e uma das idealizadoras da proposta de criação do comitê.
Franco da Rocha segue em movimento. Entre as diversas capacitações e programas oferecidos pelo Governo Federal, existe a participação no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com o investimento, as primeiras ações estão em andamento, incluindo reuniões técnicas e visitas aos territórios contemplados.