Comentários antissemitas de Elon Musk causam debandada de anunciantes no X, ex-Twitter – UOL

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Menos de 24 horas depois de Elon Musk endossar uma postagem antissemita no X como “a verdade real” do que os judeus estavam fazendo, a IBM interrompeu sua publicidade na plataforma de mídia social X. Enquanto isso, a CEO do X, Linda Yaccarino, e outros na empresa se esforçavam na quinta-feira (16) para conter as consequências.
Funcionários do X disseram na quinta que receberam ligações de anunciantes perguntando por que Musk estava fazendo comentários vistos como antissemitas e por que seus anúncios estavam aparecendo ao lado de conteúdo nacionalista branco e nazista, de acordo com mensagens internas vistas pelo The New York Times.
A IBM interrompeu cerca de US$ 1 milhão em gastos com publicidade que havia comprometido com a plataforma para os últimos três meses do ano, disseram as mensagens.
Em uma nota aos funcionários na manhã de quinta-feira, Yaccarino disse que “o X é uma plataforma para todos” e que “a discriminação por todos deve parar (em letras maiúsculas no original) em todos os aspectos”. Ela disse que a empresa havia sido clara sobre seu trabalho para combater o antissemitismo e a discriminação, e posteriormente compartilhou uma mensagem semelhante no X.
Em comunicado, a IBM disse que “não tolera discurso de ódio e discriminação e suspendemos imediatamente toda a publicidade no X enquanto investigamos essa situação totalmente inaceitável”.
O Financial Times relatou anteriormente a pausa da IBM na publicidade no X.
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Musk, que comprou o Twitter no ano passado e o renomeou como X, tem enfrentado críticas crescentes de que tolerou e até encorajou abusos antissemitas em sua plataforma de mídia social. Ele atacou George Soros, o financista que é frequentemente alvo de abusos antissemitas, e ameaçou processar a Liga Anti-Difamação, um grupo de direitos que destacou o aumento do antissemitismo no X.
Na quarta-feira (15), Musk foi ainda mais longe ao concordar com uma postagem de uma conta do X acusando comunidades judaicas de promoverem “ódio contra brancos que eles afirmam querer que as pessoas parem de usar contra eles”. Os judeus agora estão “chegando à perturbadora realização de que aquelas hordas de minorias que apoiam inundar seu país não gostam exatamente deles”, acrescentou a conta.
“Você disse a verdade real”, respondeu Musk à postagem.
Grupos judaicos compararam a declaração que Musk endossou à “Teoria da Substituição”, uma ideia de extrema-direita de que minorias estão substituindo as populações brancas europeias.
“É a teoria da conspiração antissemita mais mortal da história moderna dos EUA”, escreveu o Comitê Judaico Americano, um grupo de defesa de Israel com sede nos EUA, no X na quinta-feira. “Amplificá-la no @X é incrivelmente perigoso”.
As plataformas de mídia social em geral têm enfrentado um escrutínio crescente desde que o Hamas atacou Israel no mês passado e Israel retaliou. O discurso de ódio antissemita e islamofóbico aumentou nos sites e tem sido especialmente proeminente no X, de acordo com a Liga Anti-Difamação e pesquisadores. Na noite de quarta-feira, mais de uma dúzia de criadores e celebridades judaicas também confrontaram executivos do TikTok em uma reunião privada, instando-os a fazer mais para combater o aumento do antissemitismo e assédio no serviço de vídeo.

Em setembro, Musk se encontrou com Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, em uma fábrica da Tesla na área da Baía de São Francisco depois de enfrentar acusações de antissemitismo.
“Não é fácil ser difamado —eu sei que você nunca viu isso, certo?”, perguntou Netanyahu a Musk em determinado momento.
“Eu, difamado?”, disse Musk, rindo. “Nunca.”
No X, Yaccarino já interveio em situações envolvendo conteúdo antissemita na plataforma. Neste mês, um funcionário de vendas sinalizou postagens aparentemente antissemitas que o site não havia removido, levando Yaccarino a pedir que as postagens fossem revisadas, disseram duas pessoas com conhecimento da situação. O funcionário que sinalizou as postagens não está mais na empresa, disseram as pessoas.
Um representante do X disse que o funcionário foi demitido por compartilhar informações confidenciais externamente. O Information relatou anteriormente as ações de Yaccarino nessas postagens.
Na manhã de quinta-feira, os funcionários de vendas do X perguntaram sobre as postagens de Musk e o que poderiam transmitir aos seus clientes, de acordo com mensagens vistas pelo The Times. Eles também citaram um artigo do Media Matters for America, um grupo de defesa de esquerda, que mostrou que anúncios de grandes marcas estavam aparecendo no X ao lado de postagens que promoviam perspectivas nacionalistas brancas e nazistas.
“Muitos anunciantes grandes foram mencionados neste artigo”, escreveu um funcionário.
Outro funcionário escreveu que estava preocupada porque trabalhava com a Apple, um grande anunciante mencionado no artigo do Media Matters, e perguntou se algumas das postagens “foram manipuladas”. Um funcionário respondeu que a equipe de confiança e segurança da empresa, que passou por demissões e renúncias, estava “investigando ativamente isso”.
A repercussão do endosso de Elon Musk a uma teoria da conspiração antissemita no X, ex-Twitter, ganhou força nesta sexta-feira (17) quando grandes anunciantes interromperam seus gastos com publicidade na rede social.
A Walt Disney, a Lionsgate e a Paramount disseram que pausaram seus gastos no X. A Apple, que gasta dezenas de milhões de dólares por ano na plataforma, também suspendeu a publicidade, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.
Nesta sexta-feira (17), a Casa Branca condenou Musk, 52, por impulsionar a teoria da conspiração antissemita. Andrew Bates, porta-voz da Casa Branca, disse em um comunicado que era “inaceitável repetir a mentira repugnante por trás do ato mais fatal de antissemitismo na história americana a qualquer momento, muito menos um mês após o dia mais mortal para o povo judeu desde o Holocausto”.
Um porta-voz do X se recusou a comentar sobre as pausas na publicidade, e a Apple não respondeu. A decisão da Apple foi revelada inicialmente pelo portal Axios, e a da Lionsgate, pela Bloomberg.
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